domingo, 17 de dezembro de 2017

GARY GRANT VALORIZA A ÉTICA PIONEIRA E CONQUISTA KATHARINE HEPBURN

Holiday (1938), de George Cukor, é a segunda transposição para o cinema de famosa peça teatral de Philip Barry. Para azar do personagem principal, o íntegro e esforçado plebeu Johnny Case (Cary Grant), a realização recebeu no Brasil o estúpido e mentiroso título de Boêmio encantador. Nas emissoras de televisão não teve sorte melhor: foi rebatizada para Brotinho encantador e, nesse caso, alude ao papel da centrada e magnânima Linda Seton (Katharine Hepburn). A direção é de um mestre na condução de comédias sofisticadas valorizadas por situações enfáticas e diálogos precisos: George Cukor, que tantas confirmações de talento apresentou com As quatro irmãs (Little women, 1933), David Copperfield (The personal history, adventures, experience, & observation of David Copperfield the younger, 1935), Núpcias de escândalo (The Philadelphia story, 1940), Fatalidade (A double life, 1947), Nasce uma estrela (A star is born, 1954) e, entre outros, Minha bela dama (My fair lady, 1964). Boêmio encantador é a quarta das onze associações do diretor com a talentosa Katharine Hepburn. Ela e Grant estão afinadíssimos nessa comédia desenvolvida basicamente em interiores. Contam com o suporte de atores talentosos, dentre os quais o sempre impagável Edward Everett Horton como o espirituoso e sagaz Professor Nick Potter. Nos anos ainda quentes da Grande Depressão e do New Deal de Franklin Delano Roosevelt, o filme elogia o mito da iniciativa individual característica dos pioneiros que ergueram os Estados Unidos e, supostamente, perseveraram sem sacrificar a integridade pessoal. Por outro lado, encena leve e divertido ataque à ética puritana da valorização do acúmulo da riqueza material a qualquer preço. Segue apreciação escrita em 1996.






Boêmio encantador
Holiday

Direção:
George Cukor
Produção:
Everett Riskin
Columbia
EUA — 1938
Elenco:
Katharine Hepburn, Cary Grant, Doris Nolan, Lew Ayres, Edward Everett Horton, Henry Kolker, Binnie Barnes, Jean Dixon, Henry Daniell, os não creditados Marion Ballou, Beatrice Blinn, Thomas Braidon, Maurice Brierre, Ralph Brooks, Mabel Colcord, Luke Cosgrave, Beatrice Curtis, Ann Doran, Neil Fitzgerald, Bess Flowers, Bobbie Hale, Mitchell Harris, George Hickman, Howard C. Hickman, Maude Hume, Raymond Lawrence, Eric Mayne, Tom McGuire, Matt McHugh, Frank McLure, Edmund Mortimer, George Pauncefort, Esther Peck, Hilda Plowright, Alexander Pollard, Charles Richman, Cyril Ring, Lillian West, Eric Wilton e em participações excluídas na montagem de Harry Allen, Frank Benson, Aileen Carlyle, Edward Cooper, Margaret McWade, Frank Shannon, Charles Trowbridge.



O diretor George Cukor - à esquerda - com os atores John Howard, Katharine Hepburn e Cary Grant
Bastidores de Núpcias de escândalo (The Philadelphia story, 1940)



Katharine Hepburn, atriz fetiche de George Cukor, atuou sob sua direção em onze filmes. Boêmio encantador — exibido na televisão brasileira como Brotinho encantador — é o quarto. Os anteriores: Vítimas do divórcio (A bill of divorcement, 1932), As quatro irmãs (Little women, 1934) e Vivendo em dúvida (Sylvia Scarlett, 1935). Reencontraram-se em Núpcias de escândalo (The Philadelpia story, 1940), O fogo sagrado (Keeper of the flame, 1942), À meia luz (Gaslight, 1944), A costela de Adão (Adam’s rib, 1949), A mulher absoluta (Pat and Mike, 1952), Amor entre as ruínas (Love among the ruins, 1974) e O coração não envelhece (The corn is green, 1979). Os dois últimos foram realizados para a TV.


Katharine Hepburn como Linda Seton


Além de Boêmio encantador, Hepburn estrelou, ao lado de Cary Grant, Vivendo no abandono, Levada da breca (Bringing up baby, 1938), de Howard Hawks — considerada por muitos a melhor comédia maluca do cinema — e Núpcias de escândalo.


Boêmio encantador é a segunda adaptação para as telas da peça teatral de Philip Barry. A primeira, de 1930, resultou em Holiday, de Edward H. Griffith, interpretada por Ann Harding, Mary Astor, Edward Everett Horton e Heda Hopper. Originalmente foi encenada no Teatro Plymouth de Nova York, em 1928. Na oportunidade, Hope Williams interpretou a protagonista Linda Seton. Coincidentemente, para o caso de imprevistos, Katharine Hepburn estava escalada como atriz substituta. Permaneceu três meses no posto e nunca foi acionada: Williams jamais faltou às apresentações. Importa, no caso cinematográfico: a estrela favorita de George Cukor estava familiarizada com o argumento e o papel quando foi chamada para viver Linda Seton no cinema. A princípio, a personagem seria de Irene Dunne — descartada por pressões do diretor quando Hepburn se apresentou disponível.


Cary Grant e Katharine Hepburn nos papéis de Johnny Case e Linda Seton 


São controversas as informações a respeito do desempenho de Boêmio encantador nas bilheterias. No artigo Cary Grant, um galã sofisticado, A. C. Gomes de Mattos atesta: “A fita não veio a ser o triunfo que a Columbia esperava”[1]. Porém, João Lepiane sustenta em Um monstro sagrado chamado Katharine Hepburn: o título foi “O segundo maior sucesso de bilheteria da Columbia naquele ano (1938)”[2].


O filme é uma comédia em tom menor, de nível infinitamente superior a qualquer uma das desmioladas produções cômicas do cinema estadunidense de hoje. Apesar de sofrer os implacáveis efeitos do tempo, permanece agradabilíssima. Está entre as muitas saudações prestadas por Hollywood, durante os anos 30 — época da Grande Depressão e do New Deal de Franklin Delano Roosevelt — à consciência liberal de “boa cepa”. Traduzindo: Boêmio encantador elogia a mítica iniciativa individual característica dos pioneiros que ergueram os Estados Unidos: seres determinados que construíram suas vidas a partir do próprio esforço e não admitiram sucumbir aos apelos da riqueza fácil conseguida, muitas vezes, às custas da integridade pessoal. O personagem Johnny Case (Grant) busca a felicidade anunciada pelos pais fundadores da nação e prometida em declarações, cartas de direitos e na própria Constituição.


Johnny Case (Cary Grant) discute matrimônio, negócios e futuro com a noiva Julia Seton (Doris Nolan) e o quase sogro Edward Seton (Henry Kolker)

Julia Seton (Doris Nolan) e Johnny Case (Cary Grant) surpreendidos por Linda Seton (Katharine Hepburn)

  
Case é um jovem plebeu. Apaixonou-se por Julia Seton (Nolan) sem saber que é milionária herdeira do banqueiro Edward Seton (Kolker). O pai — esquecido das pobres origens familiares — desaprova o pretendente. Depois de muitas ressalvas aceita o matrimônio. Porém, pretende enquadrar o futuro genro ao modo de vida da família. Júlia, carne e sangue de Edward, concorda. Parece não se importar com as ideias próprias do noivo. Afinal, a ele é oferecido importante e bem remunerado cargo nas empresas do patriarca. O que mais um pobretão poderia querer?


No entanto, as pretensões à independência do inconformado Johnny são apoiadas pela rebelde e infeliz Linda (Hepburn), irmã de Julia e, em menor escala, pelo mano Ned (Ayres). Para ela, a insaciável sanha do pai por dinheiro e posição social provocou a morte prematura da mãe. Quanto a Ned, é tolhido na vocação musical e obrigado a prestar serviços “mais úteis” no banco da família.


Doris Nolan, Katharine Hepburn, Cary Grant e Lew Ayres vivem, respectivamente, Julia Seton, Linda Seton, Johnny Case e Ned Seton

Linda Seton (Katharine Hepburn) e Johnny Case (Cary Grant)


No começo, Linda supunha que o rosto juvenil de Johnny ocultava apenas um inescrupuloso caçador de fortunas. Conhece-o melhor durante as muitas controvérsias em torno do matrimônio. Apaixonam-se, como é óbvio. Porém, a infeliz garota também é magnânima. Vê no casamento de Julia com o rapaz uma oportunidade de salvá-la do mal familiar. Assim, afasta-se. Evidentemente, o roteiro encontra um jeito de reordenar as situações e reaproximar os sonhos de felicidade individual de Johnny Case com o desejo de emancipação de Linda. O jovem rompe o noivado ao perceber que Julia pretende submeter a união às determinações paternas. Pouco antes do momento crucial, Edward Seton vai ao cúmulo de organizar por conta própria o roteiro para a lua-de-mel. Desgostoso, Case abandona tudo e parte em viagem na companhia do casal amigo Nick Potter (Horton) e Susan Elliott (Dixon). No navio, tem a grata surpresa de encontrar Linda. Ela largou tudo para ficar ao lado dele.


Johnny Case (Cary Grant), Nick Potter (Edward Everett Horton) e Susan Elliott (Jean Dixon)

Johnny Case (Cary Grant) e Linda Seton (Katharine Hepburn)

  
Boêmio encantador é leve e divertido ataque à ética puritana da valorização do acúmulo da riqueza material a qualquer preço. Antes de entrar para o cinema nos primeiros tempos do sonoro, Cukor dirigiu no teatro várias comédias idênticas. Tornou-se especialista no gênero. Compensa a pouca movimentação e os limites do cenário fechado — a ação se desenrola quase que totalmente na mansão dos Seton — com diálogos e comentários afiadíssimos. Atualmente, quase sessenta anos após a realização, permanecem como principal fonte de interesse. Um exemplo: Edward Seton revela a Júlia as dúvidas quanto ao caráter de Johnny. Acaba aludindo à segurança proporcionada pelo charuto preferido, do qual conhece a procedência: “Sei que não explodirá na minha cara”, sustenta. Os atores estão bem, principalmente Cary Grant em animada e solta interpretação. Infelizmente, o divertido casal Potter — contraponto ao modelo de casamento sonhado por Julia — tem poucas cenas. Edward Everett Horton e Jean Dixon estão ótimos, principalmente na festa de celebração do noivado fracassado. No salão de entrada à mansão dos Seton, Nick não se contém e comenta para a esposa: “Isto aqui lembra o palácio de Calígula”. O ambiente, tomado pela grã-finagem esnobe, deixa-os totalmente deslocados.





Roteiro: Donald Ogden Stewart, Sydney Buchman, com base em peça de Philip Barry. Direção de fotografia (preto e branco): Franz Planer. Montagem: Otto Meyer, Al Clark. Direção de arte: Stephen Goosson, associado a Lionel Banks. Decoração: Babs Johnstone. Costumes: Robert Kalloch. Joias: Paul Flato, Eugene Joseff (não creditado). Direção musical: Morris Stoloff. Música (não creditada): Sidney Cutner, Paul Mertz (música de estoque), Joseph Nussbaum (música de estoque), Ben Oakland (música de estoque). Assistente de direção: Cliff P. Broughton (não creditado). Som: Lodge Cunningham (não creditado). Sistema de Mixagem de som: Western Electric Mirrophonic Recording. Tempo de exibição: 95 minutos.


(José Eugenio Guimarães, 1996)


[1] GOMES DE MATTOS, A. C. Cary Grant, um galã sofisticado. Cinemin, 5. série. Rio de Janeiro, n. 32, mar.1987. p. 23.
[2] LEPIANE, João. Um monstro sagrado chamado Katharine Hepburn. Cinemin, 5. série. Rio de Janeiro, n. 51, fev. 1989. p. 22. Parênteses de José Eugenio Guimarães.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

DE MEXICALI E MADRI, SALUDOS AO QUINTO ANIVERSÁRIO DE "EUGENIO EM FILMES"

Nas comemorações do quinto ano de existência, Eugenio em Filmes recebeu preciosas saudações de pessoas especiais e generosas: Maria Del Socorro Duarte (Mexicali, estado da Baixa Califórnia/México) e Miguel Pina (Madri/Espanha).


A jovem professora Maria Del Socorro Duarte é extraordinária. Está entre as pessoas mais talentosas, receptivas, desprendidas e magnânimas que conheci nas selvas da blogosfera e das redes sociais. Também é blogger exemplar. Escreve com alma, à flor da pele, muitíssimo bem, prosas e poesias. Seu blog Presentimientos, carregado de paixões, recordações, amor e luta, merece visita atenciosa e leitura carinhosa.


De Mexicali, Baixa Califórnia/México, a professora e blogger Maria Del Socorro Duarte



O jovem Miguel Pina é cinéfilo atento e crítico exemplar. Trata-se de um dos melhores valores em campo, principalmente neste tempo tão cruel com a atividade crítica — cada vez mais diluída e restrita às questões comezinhas. Miguel é crítico à moda antiga, no sentido de se aprofundar com rigor nas análises. São diretas, objetivas e repletas de bom humor. Além de escrever para periódicos de Madri, edita o blog Cine y críticas marcianas.


De Madri, Espanha, o cinéfilo e crítico Miguel Pina




"Hablar de José Eugenio Guimarães no es sencillo porque es un hombre demasiado talentoso, demasiado inteligente y no es suficiente una publicación para escribir todo lo que un hombre como él se merece, estupendo blogger pero sobre todo mejor ser humano, solidario, disciplinado y fiel a quienes están a su lado, hoy su blog EUGENIO EM FILMES cumple 5 años, se dice fácil pero es muchísimo trabajo, cientos de escritos, cientos de reseñas, miles de fotografías, un trabajo minucioso, preciso y elocuente y con más de 200 mil visitas de todos los continentes....Al pensar en una publicación dedicada a mi querido Eugenio, me dije, quién podría ser la artista indicada, quién podría estar a la altura de tan profesional trabajo...? Y me vino a la mente la bella, dulce e inmortal Marilyn Monroe y es que, a través de la escritura de alguna manera quedamos inmortalizados para la posteridad, yo hoy y siempre envío mis mejores deseos y Enhorabuena a quien a mi parecer es un blogger que vale su peso en oro, él es J. E. Guimaraes ...Este es el enlace a su blog, pasa, felícitalo, mantente cerca de alguien a quien conocerlo es quererlo...¡Felicidades Eugenio y que vengan muchos, muchísimos años más de EUGENIO EM FILMES...!!!"


Marilyn Monroe com minhas fotos: uma gentilíssima montagem de Maria Del Socorro Duarte





"Quiero expresar con todo el afecto y cariño que tengo por el profesor y amigo J. E. Guimaraes mi más sincera felicitación por el logro de llegar a su quinto aniversario con su blog y espacio cinematográfico de referencia en redes sociales. Además de un gran analista cinematográfico, me une a él, nuestro amor por el cine desde que eramos unos niños. Creo recordar que fue su querida madre, la que le llevó por primera vez al cine y la película elegida fue Marcelino pan y vino, de ahí mi obsequio en forma del cartel de la producción. Quisiera añadir que como persona y compañero, es de una generosidad incalculable. Su labor en difundir el trabajo de los demás lo dice todo sobre él. Muchas gracias por tu trabajo como crítico de cine y como divulgador de contenidos. Ojalá algún día nos podamos conocer todos en persona y montemos la gran fiesta que Eugenio se merece. Un gran y cálido abrazo, muchas felicidades."



O cartaz de Marcelino Pão e Vinho (Marcelino Pan y Vino, 1955), de Ladislao Vajda
Como bem disse Miguel Pina, com este filme - o primeiro que vi - começa a minha paixão pelo cinema, aos dois anos de idade, no colo de minha mãe, em um dia qualquer de 1958





Meus agradecimentos mais sinceros a Maria Del Socorro Duarte e Miguel Pina.


Mexicali e Madri, 13 de dezembro de 2017

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DE BILBAO/ESPANHA, UM ELOGIO DE MANU ASTROLOGUS A "EUGENIO EM FILMES"

Eugenio em Filmes comemorou o quinto aniversário em 13 de dezembro de 2017. Na oportunidade, recebeu um elogio do "multiblogger" Manu Garcia ou Manu Atrologus.




Manu Garcia ou Manu Astrologus

 

 

Manu Astrologus, de Bilbao/Espanha, é um blogger ativo e disciplinado. Seus interesses envolvem astronomia, relatos sobre assuntos diversos e culinária. É encontrado no Facebook e Google Plus. Edita os blogs Blogueando, Relatos de ficción  e El Universo que nos rodea. Vale conhecê-lo ou visitá-lo em seus perfis no Facebook e Google Plus; e também acessar seus blogs e páginas.



Ao Manu Astrologus o muito obrigado de Eugenio em Filmes.





E un genio

Originalmente publicado em Blogueando, 15 de dezembro de 2017.

 

Manu Astrologus, Bilbao/Espanha






"Se cumplen cinco años del blog de J. E. Guimaraes Eugenio em Filmes, en adelante Eugenio, haciendo una traducción libre algo así como "Eugenio en películas". Primero hablemos del personaje, Eugenio brasilero de nacimiento es una persona con amplios conocimientos en muchas materias como así lo indica su perfil del blog, por todo este conocimiento se le puede definir como "El graduado". Se declara como cinéfilo impenitente desde muy temprana edad, al principio por divertimento luego por vocación y más tarde por convencimiento, quizás sea esa "La penitencia" que tiene que pagar a su afición, ver y ver películas. Su faceta desde hace cinco años de bloguero le convierte en "El escritor" luego pienso que a este hombre no le falta de nada. Personalmente no tengo mucho trato con él, me refiero vía Internet, pero siempre me ha parecido una persona correcta y sincera además que ciertamente es generoso porque de vez en cuando comparte entradas de mis blogs y ultimamente las pone en la cabecera de sus comunidades de G+.


El blog de Eugenio, J. E. Guimaraes, es un blog de crítica de cine a todas las películas que él ha podido ver desde 1.958 lo que hace de este blog uno de los blogs más personales que podáis encontrar sobre blogs que versan en críticas de cine. No se trata del típico blog de crítica cinéfila en la que uno pone títulos, créditos y enlaces o comentarios de otros comentaristas en otras páginas web si las hubiera, Eugenio es capaz de ir más allá. No se queda en la simple crítica o anécdota cinematográfica, sus entradas son algo más que contar el desarrollo del filme. Eugenio consigue ponernos en el contexto político-social-cultural de la época en la que se realizó la película, la tecnología al uso de por aquel entonces comparando el filme con otras películas del mismo genero realizadas los años anteriores o posteriores e incluso si fuese el caso realiza una comparación con los hechos reales que se desarrollan en el filme si los hubiera.


También aunque brevemente llega a describir los motivos que llevaron a esa película a fracasar o a ser un éxito en taquilla llegando a introducirnos en los pormenores de las políticas de las grandes compañías cinematográficas de por aquel entonces y de sus dueños. Naturalmente no faltan las referencias al director y a los actores correspondientes haciendo comentarios a su labor o situación profesional del momento para tener más información del por qué sucedieron de esa manera los hechos, todo ello se ameniza con fotogramas de la película e imágenes de los protagonistas lo que hacen de este blog un documento histórico y referencia del cine de otras épocas ya pasadas. 


Eugenio em filmes es un viaje al pasado del cine actual, una referencia al eterno de dónde venimos y a dónde vamos, información veraz y crítica sincera sin ninguna clase de ambages, recomendado para los amantes del cine y de todos aquellos que buscan alguna clase de referencia a épocas del cine pasado. Podrás recuperar películas anteriores al cine actual, películas en blanco y negro, los primeros filmes de ciencia ficción, mitología vaquera, modos de dirigir una película, actores y directores que marcaron una época y que hoy parecen olvidados y defenestrados.


Creo que poco más puedo añadir ... ¡ah sí! Eugenio "E un genio."






En Bilbao el 15 de diciembre de 2.017."

CHEGOU O QUINTO ANIVERSÁRIO

O blog Eugenio em Filmes comemora discretamente o quinto ano de existência. Começou sem alarde, timidamente, em 13 de dezembro de 2012. E assim vai. Tem o seu público e a animação do editor para prosseguir enquanto for conveniente. Material para publicar não falta. O espaço é alimentado por textos que escrevi e venho escrevendo desde 1974, sobre os mais diversos filmes submetidos aos meus olhares em 59 anos de atração incondicional pelo cinema.


Até o momento, Eugenio em Filmes soma 291 publicações. Não custa relembrar o método que o rege. As matérias publicadas semanalmente não resultam de escolhas firmadas em critérios racionais ou obedientes aos imperativos da vontade do editor. Sorteios presididos pelo acaso elegem, dentre as muitas apreciações fílmicas de minha lavra, a que será oferecida ao conhecimento dos seguidores e público em geral. Para as 52 próximas semanas — até a esperada celebração do sexto aniversário —, igual número de textos eleitos randomicamente será oferecido ao conhecimento.


A seguir, o rol das vinte postagens mais populares nesses cinco anos. Para orgulho de Eugenio em Filmes, quatro aludem a filmes brasileiros, inclusive as duas melhor posicionadas:



01. NAZISTAS NO SUL DO BRASIL Aleluia, Gretchen (1976), de Sylvio Back.





02. "A VIDA DURA SÓ UM DIA: UM PORRE, UM GESTO, UM GEMIDO, ... UM DELÍRIO" — A lira do delírio (1978), de Walter Lima Jr.





03. UM CINEASTA SOVIÉTICO REPÕE NAPOLEÃO BONAPARTE EM WATERLOO — Waterloo (Waterloo, 1970), de Sergei Bondartchuk.





04. A MAIS VIOLENTA AVENTURA CINEMATOGRÁFICA DE TARZAN — Tarzan, o magnífico (Tarzan the magnificent, 1960), de Robert Day.





05. DEAD MAN WALKING! A PENA DE MORTE E O ESTADO EXECUTOR NA PERSPECTIVA DE TIM ROBBINSOs últimos passos de um homem (Dead man walking, 1995), de Tim Robbins.





06. A TRADIÇÃO E A RESISTÊNCIA NO APAGAR DAS LUZES DE HENRY HATHAWAYO parceiro do diabo (Shoot out, 1971), de Henry Hathaway.





07. DISNEY INCORPORA A COMPUTAÇÃO GRÁFICA À ANIMAÇÃO EM UMA SAGA PRÉ-HISTÓRICA — Dinossauro (Dinosaur, 2000), de Eric Leighton e Ralph Zondag.










09. UM MAMUTE REUMÁTICO E OSTEOPORÓTICO QUASE LIQUIDOU A FOXCleópatra (Cleopatra, 1963), de Joseph L. Mankiewicz.





10. SHREK PERDIDO NUM DIA DE GEORGE BAILEYShrek para sempre (Shrek forever after, 2010), de Mike Mitchell.





11. O 'FILME DENOREX' DE GARCIA & MARTINS RECOMENDADO PARA VOYEURSO olho mágico do amor (1981), de José Antônio Garcia e Ícaro Martins.





12. O WESTERN INSPIRADO EM DIVERSAS FONTES DA LITERATURA HEROICAOs brutos também amam (Shane, 1953), de George Stevens.





13. ABORDAGEM ALEGÓRICA DA DOMINAÇÃO CULTURAL E DE SUA SUPERAÇÃO NO TEMPO DA FRANÇA ANTÁRTICAComo era gostoso o meu francês (1970), de Nelson Pereira dos Santos.





14. CRIANÇAS, TRABALHO, PROFESSORES E FUTURO NA TERRA DE "GERMINAL"Quando tudo começa (Ça commence aujourd'hui, 1999), de Bertrand Tavernier.





15. O EXEMPLAR WESTERN DA UTOPIA FORDIANAPaixão dos fortes (My darling Clementine, 1946), de John Ford.





16. UM FUSCA PARA OS TRÊS PATETASSe o meu 'fusca' falasse (The love bug, 1968), de Robert Stevenson.





17. UM DOS MELHORES MOMENTOS DO "TERROR DE SUGESTÃO", APESAR DO PRODUTOR EXECUTIVOA noite do demônio (Night of the demon, 1957), de Jacques Tourneur.





18. OS TRÁGICOS E JOVENS AMANTES VERONESES DE SHAKESPEARE, POR FRANCO ZEFFIRELLIRomeu & Julieta (Romeo and Juliet/Romeo e Giulietta, 1968), de Franco Zeffirelli.





19. A OBSCURA, MALDITA E PREMONITÓRIA SAGA FAMILIAR DE JOHN FORD — COM ATOR BRASILEIROE o mundo marcha (The world moves on, 1934), de John Ford.





20. 007 COMEÇA A MATAR NO CINEMA, SEMPRE EM NOME DE SUA MAJESTADE BRITÂNICAO satânico Dr. No (Dr. No, 1963), de Terence Young.





Não posso deixar de expressar agradecimentos à professora Olímpia Oliveira — amiga querida, incentivadora e revisora dos textos aqui publicados, — Yamê Oliveira — responsável pelo design simples e despojado do blog — e Iracema Costa Magalhães — esposa e revisora das introduções textuais.


Muito obrigado também a alguns blogueiros e companheiros de redes sociais. Sequer os conheço pessoalmente. Porém, por força do convívio virtual se converteram em parceiros e colaboradores na divulgação de Eugenio em Filmes. Faço questão de nominá-los, bem como aos seus respectivos blogs. De antemão, peço perdão por eventuais esquecimentos:


Maria Del Socorro Duarte: Presentimientos. 

Cícero Barros: Analiseagora. 

Francisco Izquierdo: Ilusión en proceso de aprendizaje. 

Alda de Cássia e Vitória de Cassia (as Gêmeas Paraenses): Diário de quem acredita que realizar é possível. 

Estrella Amaranto: Blog Literário Amaranto. 


María Jesús "Xus" Climent: Cuaderno de viajes. 

Isidro Cristobal del Olmo:

Juan Carlos: Universo Magico. 

Cindy Groulx: Cindy's Open House Blog.

Joaquin Santaclara Menendez: Ibero-Americanos.

Josetxu Errekerre (El gran Ausente): Talco Negro.

Federico M: La nube de Oort.


Por fim, como não poderia deixar de ser, rendo homenagens a John Ford — meu cineasta preferido, sempre presente na renovação de minha atração pelo cinema:


John Ford


José Eugenio Guimarães
Niterói/RJ, 13 de dezembro de 2017.