domingo, 3 de dezembro de 2017

ROBERT RYAN EMERGE DAS PODEROSAS E MENOSPREZADAS CINZAS DE NICHOLAS RAY

Em parceria com A. I. Bezzerides, o diretor Nicholas Ray extraiu de Mad with much heart, novela inglesa de George Butler, o roteiro do tão poderoso quanto injustamente menosprezado Cinzas que queimam (On dangerous ground). Realizado em 1949, foi inexplicavelmente arquivado pela companhia produtora durante dois anos. Aparentemente, a RKO Radio — à época presidida pelo maníaco Howard Hughes — não sabia o que fazer com o material. É uma narrativa concisa, ágil e dinâmica. Expõe ao longo de 82 minutos uma poderosa história de redenção. Começa com a aparência de filme noir e se reordena para um drama de purgação de almas sofridas, expiação de culpas e recomposição moral. Termina no terreno do melodrama romântico, porém de tonalidades adultas e apartadas de ranços sentimentalistas. Pode-se lamentar a alteração do epílogo a que Nicholas Ray foi obrigado por ordem da produção. Felizmente, apesar de suavizar o realismo pretendido, Cinzas que queimam não foi prejudicado em suas intenções. Ainda assim, por causa da indevida intromissão, o título amargou injusta subestima da parte do realizador. No entanto, é um dos mais fortes títulos de sua filmografia. As atmosféricas imagens em preto e branco conseguidas pela direção de fotografia de George E. Diskant estão entre as melhores que conheço. Em paralelo, há a minimamente brilhante e enérgica trilha musical de Bernard Herrmann; provavelmente a melhor peça cinematográfica do compositor. Apoiado pelas perfeitas atuações de Ida Lupino, Ward Bond e Sumner Williams, Robert Ryan domina o filme de ponta a ponta, sem a necessidade de muito esforço. Sua interpretação para o obscuro detetive Jim Wilson é prova suficiente de que é um dos atores mais necessitados do justo reconhecimento. Transmite sempre a sensação de estar em seu natural nos momentos de contenção e ação. Revela com convicção aquilo que é exigido pelo papel, em acordo com as circunstâncias. Segue apreciação firmada em 1980.






Cinzas que queimam
On dangerous ground

Direção:
Nicholas Ray, Ida Lupino (não creditada)
Produção:
John Houseman
RKO Radio Pictures
EUA — 1949
Elenco:
Robert Ryan, Ida Lupino, Ed Begley, Ward Bond, Charles Kemper, Anthony Ross, Ian Wolfe, Sumner Williams, Gus Schilling, Frank Ferguson, Cleo Moore, Olive Carey, Richard Irving, Pat Prest e os não creditados Billy Hammond, Eugene Persson, Tommy Gosser, Ronnie Garner, Dee Garner, Harry Joel Weiss, Ruth Lee, Kate Drain Lawson, Eddie Borden, Esther Zeitlin, William Challee, Stephen Roberts, Budd Fine, Mike Lally, Don Dillaway, Al Murphy, Art Dupuis, Frank Arnold, Homer Dickenson, Ken Terrell, William J. O'Brien, Nita Talbot, Joe Devlin, Jim Drum, A. I. Bezzerides, Tracey Roberts, Vera Stokes, Nestor Paiva, Leslie Bennett, Jimmy Conlin, Joan Taylor, Roy Alexander, Vince Barnett, Ted Birdsill, Vernon Birdsill, John Breen, Bud Cokes, G. Pat Collins, Mary Dyger, Clint Hardenbrook, Al Hodgson, Francis Jenkins, Jay Jenkins, Eddie Linke, Bill Thompson, Arthur Tovey, Andy Vaughan, Don Yager.



Diante de Robert Ryan, o diretor Nicholas Ray orienta Ida Lupino durante as filmagens de Cinzas que queimam 


Cinzas que queimam integra o grupo dos pequenos grandes filmes menosprezados. O próprio Nicholas Ray o subestimava. Considerava-o um fracasso. Não sei se essa avaliação do cineasta mudou com o tempo. Ao longo de dinâmicos e concisos 82 minutos, o espectador é literalmente envolvido por um dos melhores contos morais sobre os traumas da desumanização. Quando começa, o protagonista Jim Wilson — um dos melhores desempenhos de Robert Ryan; paradoxalmente, um papel que pouco lhe exigiu — amarga o inferno da existência. Dessa estação, parece, não há possibilidades de retorno. Só lhe resta a conformação enquanto afunda cada vez mais, com o próprio esforço, na sujeira do trabalho de investigador policial habituado às mazelas e contradições do submundo. Entretanto, uma janela se abrirá. A narrativa, de início, aponta para um dos mais duros e escuros filmes noir. À medida que se desenrola, escapa às tramas do trágico fatalismo — tão característico do gênero — e adianta a possibilidade de redenção. O encerramento, logo se percebe, não é o pretendido pelo diretor. A RKO Radio, depois de atrasar a distribuição por dois anos, ordenou epílogo mais otimista, em tom menor e com saída romântica. Ray, certamente, repudiou a tramóia. Mas pouco pôde fazer na categoria de diretor contratado.


Dos males o menor: apesar de abominável, a intromissão da companhia produtora não estragou Cinzas que queimam. Evidentemente, contribuiu para subestimá-lo no afã de humanizar, pelo lado mais óbvio, o personagem interpretado por Robert Ryan — além do que fizera inicialmente Nicholas Ray, sem comprometer a dureza do realismo.


Não fossem as qualidades narrativas e a atuação de Ryan, outros motivos de ordem cinematográfica valorizam a realização. A atmosférica direção de fotografia em preto e branco de George E. Diskant é uma delas. As duas frentes narrativas são finamente demarcadas pela oposição entre o clima soturno da cidade — antro de perdição aos desprovidos de válvulas de escape — e o aspecto diáfano do campo — o reino da natureza aberto às elaborações e reparações. A transição entre esses espaços é inclusive fixada por uma sensação de alívio na respiração do espectador, também percebida no duro semblante de Jim Wilson ao volante do carro. As imagens de Cinzas que queimam estão entre as melhores de todo o cinema.


Robert Ryan como o detetive Jim Wilson


Em paralelo às qualidades fotográficas há a minimamente brilhante e enérgica trilha musical de Bernard Herrmann; provavelmente, o melhor momento do compositor. Ouve-se, logo na abertura, a vibração dos instrumentos de sopro na execução de um tema de caçada. Antecipa o assunto englobado pelo título e a entrada em cena de Wilson — um predador do submundo na melhor acepção do termo, plenamente conformado à condição de associado ao ambiente vital de criminosos de todos os tipos. Porém, como o filme também trata de redenção, os tensos acordes iniciais cedem vez à terna e bela melodia das cordas de Virginia Majewski. Ela executa o tema de Mary Malden (Lupino), personagem essencial à recomposição do detetive. A delicadeza da música funciona como manto apaziguador de almas feridas.


Lançado em 1951, Cinzas que queimam guarda, no tocante ao protagonista masculino, semelhanças com No silêncio da noite (In a lonely place), obra mestra de Ray realizada em 1950. Neste, o roteirista de cinema Dixon Steele (Humphrey Bogart) é uma espécie de alma gêmea de Jim Wilson. Ambos são amargurados e violentos. Não sabem lidar com a fúria que armazenam em estado bruto. Estão sempre prontos a explodir, com sérias consequências para terceiros. Ao que se sabe, Jim e Dixon guardam íntima relação com as sensibilidades à flor da pele do diretor desde o final da década de 40. Nicholas Ray atravessava quadra afetivamente complicada, sem saber como lidar racionalmente com mágoas e culpas decorrentes do traumático processo de encerramento da relação conjugal com a atriz Gloria Grahame — ainda por cima a intérprete de Laurel Gray em No silêncio da noite. O corpo da personagem servia de anteparo ao descontrole da força física de Dixon. Segundo os analistas, o detetive de 1949 e o roteirista de 1950 funcionavam como escoadouros à decomposição do estado de espírito de Ray. A ele só restava o cinema como arena para o exorcismo dos demônios que o torturavam. Durante as filmagens de No silêncio da noite, a crise conjugal encontrou o limite e sobreveio a separação. Grahame o deixou. Para se proteger das agruras psicológicas do abandono e sem um lar ao qual voltar ao término do expediente, passou a dormir nos cenários — inclusive para ocultar dos curiosos e maledicentes a situação presente que considerava vergonhosa. Um desses locais de pouso era uma residência habitada pelo casal em dias mais felizes.


A. I. Bezzerides e Nicholas Ray extraíram o roteiro enxuto de Cinzas que queimam da novela inglesa Mad with much heart, de George Butler. O original trata de um policial londrino obrigado a confrontar o lado tenebroso da própria alma e a encontrar chances de renovação moral e psíquica durante missão empreendida na zona rural.


O filme começa com Nova York em irretocável ambientação noturna. Um carro avança para recolher policiais que entrarão em serviço. Primeiro busca Pete Santos (Ross). Este, entre afável e lacônico, se despede da preocupada e ansiosa esposa Peggy (Tracey Roberts/não creditada). A seguir apanha Pop Daly (Kemper), reunido com a mulher (Vera Stokes/não creditada) e filhos diante da TV. Ambos levam vidas estruturadas; possuem lares e famílias aos quais retornam e funcionam como centros de recomposição emocional após as atribulações da patrulha e perseguição a criminosos. O mesmo não pode ser dito de Jim Wilson, um lobo solitário. Não espairece. Vive em isolamento. É incapaz de se desligar do trabalho, inclusive quando se alimenta. Na juventude, experimentou relativo sucesso como jogador de football. Está há 11 anos na polícia e totalmente absorvido pelas obrigações da função, principalmente pelo lado mais sombrio da rotina. Apesar de honesto, é taciturno, duro e bruto. Não titubeia para descer ao nível do "lixo" que combate. Inclusive, assim se reconhece e à corporação: "Nós somos somente lixeiros, homens de lixo limpando o lixo das ruas". Ao término dos plantões retorna à solidão das pouco convidativas acomodações pessoais — consumido pela sordidez da profissão que despreza e sempre alimentado por ela. Está à beira do colapso. Por causa da desmedida violência empregada para arrancar confissões de meliantes e informantes, é posto na "geladeira" pelo Capitão Brawley (Begley) que o chama de "gângster com distintivo".


A "perdida" Myrna Bowers (Cleo Moore) com os detetives Pete Santos (Anthony Ross) e Jim Wilson (Robert Ryan)


Jim é enviado ao gelado lugarejo chamado significativamente de Sibéria, em Westham, arredores rurais de Nova York. Auxiliará na investigação do brutal assassinato de uma jovem. Depara-se com Walter Brent (Bond), furioso pai da vítima, armado com espingarda de cano duplo, disposto a fazer justiça com as próprias mãos e pouco propenso a respeitar um policial da cidade grande. É um homem rude, brutalizado e cego pela tragédia, tomado pela irracionalidade da vingança custe o que custar. Uma peça armada pelas circunstâncias torna Jim parceiro de Brent na busca por nevados prados, encostas e caminhos. Cinzas que queimam não perde tempo. As pistas frescas do assassino são seguidas de perto. Enquanto isso, o perspicaz detetive não demora a perceber que o transtornado pai é sua imagem duplicada. Neste momento lhe cabe a missão de guardar a frieza e a racionalidade. São conduzidos a uma casa isolada, habitação de Mary Malden (Lupino) — uma cega sagaz — e Danny (Williams) — o irmão mentalmente problemático e ora ausente.


Jim Wilson (Robert Ryan) e Walter Brent (Ward Bond)


As mudanças no caráter de Jim Wilson já se faziam evidentes desde a parceria firmada com Walter Brent. Agora, serão aprofundadas. Cinzas que queimam não é propriamente lançado no campo noir como inicialmente dava a entender, sequer na arena do melodrama romântico como sugerirá a interação do detetive com Mary Malden. É certo que o romantismo se instala, em tonalidades adultas, apartadas do mais meloso sentimentalismo. O principal, no entanto, é ver como o filme passa a se ordenar de forma um tanto pausada — apesar da agilidade e do dinamismo narrativos — como suave afresco para a recomposição da personalidade de Wilson.


A casa de Mary, divisada ao longe pelos inusitados parceiros, está iluminada em um cômodo. Fica às escuras à medida que se aproximam. Luz alguma é acesa quando são recepcionados pela personagem vivida por Ida Lupino. Convidados a entrar e a buscar pelo suspeito, estranham a penumbra que envolve a mulher e que parece não incomodá-la. Walter Brent, tenso, cego pela fúria, sequer se presta à compreensão do contexto. Por sua vez, Jim está atento à peculiar movimentação da anfitriã. Logo se vê diante de uma cega, alguém envolto na permanente escuridão. Atraído pela personagem, volta para conversar ao deixar Brent ocupado na busca aos arredores da residência. O policial — habituado à desconfiança generalizada — concentra toda a atenção em Mary — por sua vez obrigada a confiar em todos dada a peculiaridade da própria condição. Apesar das diferenças, estão conectados pela solidão e penumbra — cada qual de uma determinada maneira. Os sentidos aguçados da mulher, treinados para perscrutar ambientes e indivíduos próximos, logo decifra o homem ao lado. Desvenda-lhe as pulsações e o sofrimento entranhado no escuro da alma. A melodia suave das cordas de Virginia Majewski a tudo envolve. O feroz detetive das zonas sombreadas da cidade grande, agora fragilizado e tomado de muda surpresa, parece se iluminar pela força de uma calma que lhe soa estranha. Está absorvido pelo calor e confiança de Mary; por algum temor também. Experimenta a tristeza e a solidão de outra forma, como se estivesse disposto a negociar com essas sensações em prol do próprio bem. Ela percebe sob a carapaça do predador alguém dotado de sensibilidade, apesar de tê-la sufocado quase por completo. Por fim, sem alternativas, apela pelo irmão — o instável e algo selvagem Danny, assassino da filha de Brent. É praticamente uma criança necessitada de ajuda. Que seja capturado vivo e mantido em segurança, para ter direito ao justo tratamento.


Jim Wilson (Robert Ryan), Walter Brent (Ward Bond) e Mary Malden (Ida Lupino)


Sinceramente tocado, Jim promete o possível para preservar a integridade de Danny. Consegue localizá-lo. Desarma-o e tenta conduzi-lo com calma. Infelizmente, sobrevém a brutal intervenção de Brent. Segue-se a fuga e frenética perseguição pela neve, até as escarpas — de onde o apavorado Danny despenca para a morte. A ação e fúria desprendidas pelo pai vingativo perdem imediatamente os significados. Ou tudo passa a fazer sentido. O personagem interpretado por Ward Bond retoma a lucidez diante do corpo de um garoto. Constrangido, não se desespera. Apenas lamenta, sinceramente. Ajoelha-se junto ao cadáver e toma-o nos braços para conduzi-lo até a casa. Ergue-se com o significativo auxílio de Jim, igualmente tocado. Para Mary, não adiantam explicações e justificativas. Recolhe-se após tratar o detetive com dura rispidez. A este só resta retornar ao lugar de origem, visivelmente abalado. Reencontra a escura e assustadora metrópole. Segue-se o corte e tornamos a vê-lo à porta de Mary Malden. É recebido com a franca e discreta disposição de um espírito desarmado. Ela, em posição elevada pelo degrau da escada, envolve-o num abraço de aspecto quase maternal; uma insólita imagem da Pietà. Duas metades até então separadas se complementam.




Acima e abaixo: Mary Malden (Ida Lupino) e Jim Wilson (Robert Ryan)


Repleto de agilidade, com imagens captadas por câmera atenta e centrada nos personagens — tomada alguma é vazia; os planos são plenos de significação — Cinzas que queimam é simples em sua estrutura formal. No entanto, é um dos trabalhos fundamentais de Nicholas Ray. Percebe-se o apreço que tem pelos personagens, inclusive pelos aparentemente repulsivos, e o esforço que faz para compreendê-los e humanizá-los de acordo com o que são ou aparentam ser. Nisso, é fundamental não tomá-los como simples abstrações ou indivíduos que se bastam. Torna-se essencial observá-los em seus contextos de vida e as relações sociais que estabelecem. Solidão, alienação urbana, anomia psicológica, desesperança e sensação de inutilidade estão sempre presentes e prontas a preencher personagens como Jim Wilson com as devidas atribuições de sentido. Apesar da simplicidade, é um filme de difícil operacionalização nos concisos 82 minutos de exibição — algo só conseguido por alguém com pleno domínio da narrativa.


Mary Malden (Ida Lupino)

  
Se a câmera está sempre atenta aos personagens e às suas expressões, Ray não perde os atores de vista. Consegue atuações de primeira classe. Cinzas que queimam é, a um só tempo, drama criminal, filme romântico, conto de mistério e estudo da moralidade. É totalmente dominado pela atuação de Robert Ryan. O ator transmite a sensação de estar em seu natural nos momentos de contenção e ação. Mostra com plena convicção aquilo que é exigido pelo papel, em acordo com as circunstâncias. Faz-se lobo e cordeiro com plena credibilidade. Lamentavelmente, é um valor subestimado e muito injustamente reputado como canastrão pelas apreciações apressadas. Ida Lupino, Ward Bond e Sumner Williams estão excelentes. Porém, Robert Ryan rouba o filme. Logo no começo mostra a que ponto pode chegar quando explode em fúria psicótica ao confrontar o marginal Bernie Tucker (Irving): "Por que vocês, lixos, me provocam assim? Sabem que confessarão. Eu sempre os faço confessar".


Mary Malden (Ida Lupino) e Jim Wilson (Robert Ryan) no final de Cinzas que queimam


Por fim, algumas curiosidades sobre a produção: 1) Nicholas Ray, enfermo e impossibilitado de trabalhar durante alguns dias das filmagens, foi substituído por Ida Lupino. Ela já experimentara o sabor do ofício, sem levar crédito, em Not wanted (1949), de Elmer Clifton. Nesse ano também realizou Quem ama não teme (Never fear). Até o lançamento de Cinzas que queimam passou pela direção de O mundo é culpado (Outrage, 1950) e Laços de sangue (Hard, fast and beautiful, 1951). 2) Lee J. Cobb, Albert Dekker e Howard Da Silva foram, nessa ordem, cogitados para o papel de Walter Brent. 3) O uso até então raro de câmera de mão pelo cinema hollywoodiano conferiu aspecto frenético, trepidante e realista as cenas de perseguição na neve e, de certa forma, antecipou tendência comum ao cinema contemporâneo.



  
Roteiro: A. I. Bezzerides, Nicholas Ray, com base em novela de George Butler, Mad with much heart. Direção de fotografia (preto e branco): George E. Diskant. Música: Bernard Herrmann. Montagem: Roland Gross. Produção executiva: Sid Rogell. Direção musical: C. Bakaleinikoff. Direção de arte: Ralph Berger, Albert S. D'Agostino. Maquiagem: Mel Berns. Som: Phil Brigandi, Clem Portman, Harold M. McNiff (não creditado). Penteados: Larry Germain, Josephine Sweeney (não creditado). Decoração: Harley Miller, Darrell Silvera. Efeitos especiais: Harold E. Stine, Jack Lannan (não creditado). Produção de elenco: Dick Stockton (não creditado). Assistente de gerente de produção: John Burch (não creditado). Gerente de produção: Walter Daniels (não creditado). Gerente de unidade: Lloyd Richards (não creditado). Assistentes de direção (não creditados): William Dorfman, Maxwell O. Henry. Contrarregra (não creditada): Sydney M. Fogel, Gene Gossert, Johnny Peacock. Cabos: Cecil Shephard (não creditado). Gravação de som da segunda unidade: Jean L. Speak (não creditado). Boom: James Thompson (não creditado). Assistentes de câmera (não creditados): Landon Arnett, E. T. Harri, George Hollister, George Marquenie, Ralph Wildman. Eletriscista-chefe: S. H. Barton (não creditado). Operador de câmera: Emmett Bergholz (não creditado). Fotografia de cena: Ollie Sigurdson (não creditado). Corte do negativo: Frederic Knudtson (não creditado). Gerente de locações: Louis Shapiro (não creditado). Músicos: Virginia Majewski (viola), Victor Bay (violino/não creditado), Arthur l Frantz (horn francês/não creditado), Mitchell Lurie (clarinete/não creditado), Max Rabinowitz (piano/não creditado). Gerente da orquestra: Manny Harmon (não creditado). Direção musical e orquestração (não creditadas): Bernard Herrmann. Compositores de músicas do acervo (não creditados): Paul Sawtell, Roy Webb. Direção de diálogos: Richard Irving (não creditado). Publicidade: Stan Margulies (não creditado). Continuidade: Marvin Weldon (não creditado). Reconhecimento da produção a: International Alliance of Theatrical Stage Employees. Estúdio de gravação da trilha musical: Private Island Audio (não creditado). Sistema de mixagem de som: RCA Sound System. Tempo de exibição: 82 minutos.


(José Eugenio Guimarães, 1980)